Sobre a obra
As obras de Isabel Löfgren questionam a o processo e a natureza da imagem digital. As obras da série “Acúmulos” são compostas por milhares de imagens encontradas online e acumuladas na superfície da imagem. Na série “Frágeis Conexões”, ela captura a interferência, ou ruído, na imagem digital tal como evidenciada na pixelização/fragmentação de imagens transmitidas por webcams. A série “Sincroni-cidades”, esta toda executada na Ásia, trata da sincronicidade do tempo e da imagem, em foto-montagens de paisagens urbanas e de multidões nas grande s capitais asiáticas.
O trabalho de Isabel Löfgren pode ser definido como uma reflexão do “estado de mundo” contemporâneo, um mundo em conflito entre o real, o virtual, e os efeitos das evoluções tecnológicas sobre a subjetividade humana, e também sobre a desilusão do choque entre o amor real e virtual.
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“O trabalho de Isabel Löfgren é feito de conexões artísticas na vertigem frágil do meio por si escolhido.
A composição telemática (telecomunicação informática) demonstra o lado compulsivo dos coleccionadores de imagens.
As montagens, conceptualmente fotográficas, vivem do espólio que Isabel criteriosamente pesquisa.
Celebridades, sósias, ícones da moda, cinema ou da música, gente anónima, individualidades do mercado mediático ou incentivadores da cultura pop, são recortados e descontextualizados, às vezes subtraídos e por outros substituídos perante o olhar eternamente vigilante da artista.(…)”
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